Polícia Civil também apreende veículos, documentos, celulares, joias, cédulas falsas exibidas em vídeos nas redes sociais, arma de fogo e outros objetos.
No início da manhã desta terça-feira (10/02), a Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação “CONTRAGOLPE”, para cumprir mandados de prisão preventiva, e dez mandados de busca e apreensão contra pessoas envolvidas em fraudes contra seguradoras de veículos.
Já houve seis prisões e apreensão de veículos, documentos, celulares, joias, cédulas falsas utilizadas por um dos investigados para exibir em vídeos nas redes sociais, arma de fogo e outros objetos. Entre os presos estão um vereador do município de Castanhal (Região Metropolitana de Belém) e um servidor público do Departamento de Trânsito (Detran/PA).
A ação policial, executada em Belém, Castanhal e Santa Maria do Pará, e ainda em Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO), foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFRVA), unidade vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DRCO), e contou com apoio operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), de outras unidades vinculadas à DRCO, e da Polícia Civil dos estados de Minas Gerais e Goiás.
“As investigações iniciaram a partir de boletins de ocorrência registrados por dezenas de vítimas no Pará e em outros estados, comunicando o furto ou roubo de seus carros, o que não era verdade. Diante disso, verificamos que cada veículo objeto de falsa comunicação de crime havia sido coberto por seguro dois ou três meses anteriores ao fato, momento em que foi possível constatar que se tratava de estelionato, tendo por vítimas as seguradoras. Além das prisões e apreensões, foi realizado o bloqueio de bens, no total de R$ 4 milhões, nas contas dos alvos da Operação”, informou o delegado LINCOLN VRUCK, titular da DRFRVA.
AÇÕES CRIMINOSAS – Segundo já foi apurado, quatro pessoas de Minas Gerais fraudavam documentações e faziam a comunicação criminosa de furto/roubo, abertura de contas falsas em nome dos proprietários dos carros e acionamento do seguro, recebendo os valores indevidos. Após esses procedimentos, outra pessoa coletava os documentos dos proprietários e as carteiras de habilitação que seriam fraudados para consumação do golpe.
“Além disso, a mesma associação criminosa adquiria sucatas de carros com perda total ou carbonizados, e transferia para o próprio nome mediante pagamento de valores indevidos a um funcionário do Detran, que atua na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Igarapé-Açu (nordeste paraense) e tinha o papel de formalizar criminosamente a transferência de sucatas, para que fossem falsamente comunicados como objeto de furto/roubo, e ensejasse o pagamento de indenizações aos estelionatários”, contou o delegado AUGUSTO POTIGUAR, titular da DRCO.
Até o momento, seis pessoas foram presas e conduzidas à Delegacia, onde passam pelos procedimentos legais cabíveis e ficarão à disposição do Poder Judiciário.
Elas vão responder por estelionato qualificado, associação criminosa e falsidade ideológica.
O DETRAN acompanha a investigação e já afastou das funções o servidor envolvido no caso. A Corregedoria do DETRAN apura os fatos com rigor.
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