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Após ação do MPPA, Justiça determina restabelecimento imediato de energia elétrica em Rio Maria.

Após ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do promotor de Justiça Franklin Jones Vieira da Silva, a Justiça estadual concedeu tutela de urgência em favor da população de Rio Maria e determinou que a concessionária Equatorial Energia Distribuidora S/A / Equatorial Pará Distribuidora de Energia S.A. restabeleça, de forma imediata e integral, o fornecimento de energia elétrica no município.

A decisão foi tomada pelo juiz de Direito Edivaldo Beckman Saldanha Sousa, da Vara Única da Comarca de Rio Maria. A medida judicial decorre do apagão iniciado em 1º de janeiro de 2026, que deixou diversos bairros sem energia elétrica ou com fornecimento precário, conhecido como “meia-fase”.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu a gravidade da situação e deferiu integralmente as solicitações do Ministério Público do Estado, destacando o caráter essencial do serviço de energia elétrica e os riscos à segurança, à saúde e à dignidade da população.

A tutela de urgência determina, entre outras medidas, o religamento imediato da energia elétrica, a manutenção de equipes de plantão no município e a aplicação de multas em caso de descumprimento da decisão judicial, como forma de assegurar a efetividade da ordem.

Segundo o MPPA, a interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica ultrapassa o mero desconforto individual e configura grave violação a direitos fundamentais de natureza coletiva. Entre os principais impactos estão os prejuízos à população em geral, especialmente pessoas em situação de vulnerabilidade, além de danos significativos ao comércio local, com risco de fechamento de estabelecimentos.

A falta de energia também compromete diretamente o abastecimento de água, uma vez que grande parte da população de Rio Maria utiliza poços artesianos, cujo funcionamento depende integralmente de energia elétrica. Serviços essenciais como refrigeração de alimentos e medicamentos, telecomunicações, segurança, iluminação pública, atendimento de saúde e demais serviços públicos também foram afetados.
O Ministério Público ressalta ainda que a irregularidade na prestação do serviço de energia elétrica pela concessionária não se trata de um problema isolado. Há histórico de falhas recorrentes em diversos municípios do Pará, inclusive com o ajuizamento de Ação Civil Pública em Conceição do Araguaia, em razão de problemas semelhantes no fornecimento de energia.

“A Promotoria de Rio Maria continuará acompanhando de perto o cumprimento da decisão judicial e adotará novas providências legais caso haja descumprimento por parte da concessionária”, destaca Franklin Silva.

Texto: Lívia Leoni/Ascom MPPA

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