O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado na vertente cibernética (CyberGAECO), tem intensificado sua atuação no enfrentamento a crimes praticados em ambiente virtual, com foco na prevenção e no monitoramento de possíveis ameaças à segurança pública. Sob coordenação do promotor de Justiça Renato Belini de Oliveira Costa e com a atuação da promotora de Justiça Francys Lucy Galhardo do Vale, o grupo instaurou procedimento, a pedido da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), com o objetivo de monitorar possíveis manifestações de extremismo violento direcionadas a escolas de ensino fundamental e médio no Estado do Pará.
A atuação consistiu no acompanhamento ativo de hashtags e termos codificados associados a subculturas violentas em ambientes digitais. Foram monitoradas expressões em redes sociais abertas, como X, TikTok e Instagram, incluindo termos como #schoolshooting, #massacresuzano, #columbine, #eric, #harris e #massacre.
Além disso, o CyberGAECO acompanhou estratégias utilizadas para burlar mecanismos de moderação das plataformas, com a identificação de termos adaptados, como #gor3 (associado a conteúdo violento) e #automut114c40 (relacionado à automutilação).
O monitoramento também abrangeu plataformas fechadas, com foco no Discord, no período de março a abril de 2026, ampliando o alcance da análise e a capacidade de identificação de possíveis riscos.
Ao final dos trabalhos, foi elaborado relatório técnico encaminhado à ABIN para fins de acompanhamento. A análise concluiu que não foram identificadas, no Estado do Pará, ameaças concretas em ambientes virtuais relacionadas à ocorrência de ataques a instituições de ensino.
Texto: Assessoria de Comunicação MPA
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