Em comemoração ao Dia do Repórter Fotográfico, celebrado em 2 de setembro, a Prefeitura de Canaã dos Carajás destaca o trabalho dos fotógrafos que integram o quadro de servidores municipais da Assessoria de Comunicação (Ascom)
Mais do que dominar câmeras, lentes e técnicas, fotografar exige sensibilidade para perceber aquilo que, muitas vezes, acontece em poucos segundos. Um gesto, um olhar, um sorriso ou uma lágrima podem se transformar em registros capazes de atravessar o tempo e manter viva a memória de momentos que fazem parte da história do município e de sua população.
A trajetória de interesse do profissional Diego Barbosa pela fotografia começou ainda na adolescência. Antes mesmo da profissionalização, o hábito de fazer registros com câmeras amadoras já revelava uma relação próxima com a imagem. Com o tempo, a paixão abriu caminho para uma profissão e trouxe novas possibilidades pessoais e profissionais. Trabalhou em jornais impressos, revistas e em muitas coberturas de eventos.
“A fotografia representa muita coisa para mim, mas principalmente qualidade de vida”, afirma. Segundo ele, a profissão permitiu chegar a lugares que antes pareciam distantes, conquistar independência financeira e construir uma trajetória profissional.

Entre as fotografias que ocupam um lugar especial em sua memória está um registro ao lado de Gregory, seu primeiro filho. Uma cena simples do cotidiano que, para ele, ganhou significado especial por reunir fotografia, memória e afeto.
Para o fotógrafo, é justamente o olhar que diferencia uma boa fotografia de uma imagem comum. Mais do que dispor de equipamentos sofisticados, é necessário perceber a cena e encontrar uma maneira particular de registrá-la. Na avaliação dele, até mesmo um celular pode produzir uma fotografia marcante quando existe sensibilidade por trás da câmera.
Essa capacidade de observar também ganha outra dimensão durante as coberturas jornalísticas. Entre os momentos que mais o impactaram está o registro da emoção de pessoas que conquistaram a casa própria. Fotografar o choro de alguém que nunca teve uma casa ao receber as chaves do imóvel é uma experiência que ultrapassa o trabalho técnico.
“A gente não consegue segurar essa emoção. A gente se emociona junto com a pessoa”, relata.
Fotografia como presente para o futuro
Para a fotógrafa Carol de Andrade, a relação com a fotografia também começou cedo. Aos 13 anos, ela ganhou uma câmera analógica e passou a fazer seus primeiros registros, enquanto o pai se encarregava de comprar os filmes e providenciar a revelação. Naquele momento, ainda não imaginava que a paixão se transformaria em profissão.
Anos depois, ao ingressar na faculdade de Publicidade e conhecer as disciplinas dedicadas à fotografia, encontrou o caminho profissional que desejava seguir. Formada há seis anos, atualmente atua como fotógrafa na Prefeitura e também no estúdio que leva o seu próprio nome, Carol de Andrade.
Entre os registros que guarda com maior carinho está uma fotografia da avó, produzida quando ainda iniciava profissionalmente e utilizava uma Canon T5. A imagem representa uma concepção que acompanha sua trajetória: fotografar também é construir lembranças.
“Fotografar, para mim, sempre foi criar presentes para o futuro, lembranças para serem vividas através do tempo.”, afirma.

Assim como na percepção de outros profissionais da área, Carol considera que a qualidade de uma fotografia não depende apenas da tecnologia disponível. Para ela, a sensibilidade de quem observa e registra a cena continua sendo determinante. “É a sensibilidade no olhar que transforma uma imagem simples em uma boa fotografia.”, disse.
Mesmo diante do avanço dos celulares e da inteligência artificial, Carol acredita que a essência da profissão permanece. As novas tecnologias podem auxiliar na edição e facilitar registros do cotidiano, mas, em sua avaliação, não substituem a experiência de um momento efetivamente vivido.
“A tecnologia nunca irá tirar o lugar de algo que é feito com afeto e amor.”, conclui Carol.
A Assessora de Comunicação da Prefeitura de Canaã dos Carajás, Sheila Faro, destaca que é nessa relação entre técnica, memória e sentimento que a fotografia encontra parte de sua força. “Seja no registro íntimo de uma caminhada entre pai e filho, na lembrança de uma avó ou nas lágrimas de quem recebe as chaves da primeira casa, cada fotografia pode guardar muito mais do que aquilo que aparece na imagem. A imagem pode preservar uma história particular ou pública.”, pontuou.





