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Câmara arquiva denúncia contra vereador Cleido Braz por quebra de decoro parlamentar

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Canaã dos Carajás, realizada nesta terça-feira (30), os vereadores rejeitaram, por unanimidade, a denúncia protocolada contra o vereador Cleido Braz (União Brasil), que pedia a abertura de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar. A única ausência registrada foi a da vereadora Professora Ellenjuce (MDB), que se encontrava em viagem oficial a Brasília.

Com a rejeição do pedido, o presidente da Casa, vereador Flávio Gomes (MDB), determinou o arquivamento da denúncia. Apesar da decisão, o episódio marcou a história do Legislativo local: pela primeira vez, em 31 anos de existência da Câmara, um vereador foi alvo de pedido de cassação de mandato por iniciativa popular.

O caso

A denúncia teve origem em uma fala de Cleido Braz durante o desfile de 7 de setembro. Na ocasião, o parlamentar fez uma referência considerada homofóbica e preconceituosa ao modo de marchar do secretário municipal de Educação, professor doutor Leonardo Cruz. A fala gerou forte reação da sociedade civil e mobilizou manifestantes de diversos segmentos, que lotaram a galeria da Câmara na sessão anterior com cartazes de repúdio.

Repercussão

Embora o processo não tenha avançado, o episódio expôs o constrangimento do vereador, que ainda cumpre seu primeiro mandato e já acumula histórico de polêmicas nos nove meses de atuação. Para um analista político ouvido pela reportagem, Cleido Braz “demonstra deslumbramento com o cargo, esquecendo que mandato tem início, fim e depende do julgamento popular para continuidade”.

A votação também deixou marcas entre os demais parlamentares. O arquivamento foi interpretado por parte da população como um gesto de corporativismo. Eleitores prometem lembrar da posição dos vereadores na próxima eleição.

Registro histórico

Independentemente do resultado, a leitura da denúncia em plenário tornou público o teor das acusações e registrou o nome de Cleido Braz nos anais da Casa como o primeiro vereador a enfrentar um pedido de cassação de mandato por iniciativa popular em Canaã dos Carajás.

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Uma resposta

  1. O servidor público, nesse caso o vereador, deve marchar com cidadão, não depende onde estiver, mas com ele, ao seu lado. Quando anuncia quebrar essa ordem pode indicar voo curto.

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